sexta-feira, 5 de setembro de 2014

532 - «PRESO ENTRE O SONO E O SONHO« - ANA MOURA

532

ANA MOURA -  FADO  "PRESO ENTRE O SONO E O  SONHO"


531 - «CLUBE DE FADO« - LISBOA

531

530 - «ÁGUA MORRENTE» CAMILO PESSANHA

530

ÁGUA MORRENTE

                          Il pleure dans mon coeur
                          Comme il pleut sur la ville.
                                             VERLAINE

Meus olhos apagados,
Vede a água cair.
Das beiras dos telhados.
Caír, sempre cair.

Das beiras dos telhados,
Cair, quase morrer...
Meus olhos apagados,
E cansados de ver.

Meus olhos, afogai-vos
Na vã tristeza ambiente.
Caí e derramai-vos
Como a água corrente.



CAMILO PESSANHA

terça-feira, 2 de setembro de 2014

527 - SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN

527

SERÁ  POSSÍVEL

Será possível que nada se cumprisse?
Que o roseiral a brisa as folhas de hera
Fossem como palavras sem sentido
--  Que nada sejam senão seu rosto ido
Sem regresso nem resposta -- só perdido


»À MANEIRA DE ...»

Sintese a linha clara -- em seu
Horizonte de luz desfere. Opaca (ela)
De nós se nutre como lume aceso

SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN