405
TEMPO LÚCIDO
Tudo é
Este marulhar em cachão
Na teia de veias há milénios traçada
Com exactidão
Da rota de astros jamais traída
E pela vida envilecida
Ou assim julgada.
De nada e para nada serve,
Agora.
O resto que se revela
Fora
Do sanguíneo traçado.
Inesperado,
De súbito desmascarado,
Cimeiro à flor do desejo fugaz,
Torpe (e quando em paz?),
Pautado pela saciedade inevitável,
Exacta,
Coerente com esta condição:
A nossa.
Êxtase. Nojo.
Eis o rumo implacável
De uma jornada
A que o rubro fluir compele
E os fados ordenam.
(Exercícios Temporais)
Tomaz Kim
TEMPO LÚCIDO
Tudo é
Este marulhar em cachão
Na teia de veias há milénios traçada
Com exactidão
Da rota de astros jamais traída
E pela vida envilecida
Ou assim julgada.
De nada e para nada serve,
Agora.
O resto que se revela
Fora
Do sanguíneo traçado.
Inesperado,
De súbito desmascarado,
Cimeiro à flor do desejo fugaz,
Torpe (e quando em paz?),
Pautado pela saciedade inevitável,
Exacta,
Coerente com esta condição:
A nossa.
Êxtase. Nojo.
Eis o rumo implacável
De uma jornada
A que o rubro fluir compele
E os fados ordenam.
(Exercícios Temporais)
Tomaz Kim
Sem comentários:
Enviar um comentário